sexta-feira, 15 de julho de 2011

Guigal Côte-Rôtie La Turque - 7o vinho mais pontuado do mundo

E. Guigal Côte-Rôtie La Turque

7º Vinho Mais Pontuado do Mundo

A vinícola E. Guigal, fundada em 1946, localizada na cidade de Ampuis, cidade do norte do Rhône, é uma das mais importantes da região do Rhône, na França.

Em Ampuis são vinificadas e maturadas as apelações Côte-Rôtie, Condrieu, Hermitage, Saint-Joseph e Crozes-Hermitage, todas do norte, além de importantes apelações do sul, como Châteauneuf-du-Pape, Gigondas, Tavel e Côtes-du-Rhône.

Embora produza vinhos de quase todas as regiões do Rhône, é em Côte-Rôtie que seus vinhos encontram o máximo de qualidade e prestígio.

A região de Côte-Rôtie possui duas encostas famosas: Côte Brune e Côte Blonde (a Morena e a Loira). Os vinhos provenientes da Côte Brune são, em geral, mais robustos e tânicos, enquanto os vinhos da Côte Blonde são mais elegantes.

As videiras de Guigal em Côte-Rôtie compreendem 215 hectares, localizadas nas regiões de Côte Brune e Côte Blonde.

As videiras de hoje estão plantadas em terraços construídos em íngremes encostas, nos mesmos moldes que os romanos utilizavam há cerca 24 séculos.

Desde 2003 a vinícola decidiu produzir barricas de carvalho para produção de seus grandes vinhos. Um especialista produz 3 barricas por dia, para suprir a demanda de 500 novas barricas por ano.

O La Turque é um dos grandes vinhos produzidos pela E. Guigal em Côte-Rôtie e suas videiras estão localizadas em Côte Brune.

O solo nesta região é de xisto e argila rica em óxido de ferro, o que empresta requinte e força ao vinho.

Tipicamente, o La Turque é produzido com 93% de Syrah e 7% de Viognier.

A idade média das videiras utilizadas no La Turque é de 15 anos, o que pode ser considerado relativamente novo.

A fermentação é feita em aço inox, com maturação por 42 meses em barricas novas de carvalho.

A produtividade, como era de se esperar de um vinho desta magnitude, é baixa: 35 a 37 hectolitros/hectare.

As últimas dez safras avaliadas do La Turque mereceram uma nota média de 95.7 pontos do Robert Parker e 96.7 pontos da Wine Spectator, resultando em uma média geral de 96.2 pontos, o que pode ser considerado como excepcional.

O La Turque é vinho com potencial de guarda de 20 ou mais anos.

Os vinhos do Guigal são importados para o Brasil pela Expand, mas não consegui obter o preço praticado no Brasil para este vinho em particular. Uma estimativa razoável, baseado no preço praticado na França e na margem usualmente praticada pelas importadoras, é de algo em torno de R$ 1.500/garrafa no Brasil.

Em 2010 tive a oportunidade de visitar a Guigal, mas embora nos tenha sido ofertados grandes vinhos produzidos pela vinícola, não tivemos oportunidade de degustar o La Turque.

Assim, fica estabelecido como meta degustar esta preciosidade nos próximos anos.

Grande abraço a todos,

Brito.

sábado, 9 de julho de 2011

Viajando pelo Rhône - Regiões Vinícolas do Norte






VIAJANDO PELO RHÔNE NORTE

Após deixar Lyon, na parte norte do Rhône o que há de mais importante para visitar são as vinícolas localizadas nas famosas regiões de Côte-Rotie e Hermitage.

Saindo de Lyon em direção ao sul, logo após passar por Vienne, deve-se abandonar a auto-estrada (autoroute du soleil) e pegar uma via secundária, a D386, em direção a Ampuis, margeando o rio Rhône.

A primeira região vinícola que encontramos em nossa rota é uma das mais importantes da parte norte do Rhône e da França, a região de Côte-Rôtie, famosa pelas suas videiras da uva Syrah plantadas em terraços construídos em encostas extremamente íngremes (veja figura que ilustra este texto).

Em Ampuis, na região de Côte-Rôtie, está a 1ª parada obrigatória da viagem, a vinícola E. Guigal. A Guigal produz vinhos de praticamente todas as regiões do Rhône (norte e sul). Os vinhos mais famosos da vinícola são todos produzidos a partir de vinhedos específicos e selecionados.

Os grandes nomes de Guigal são: Côte-Rôtie “La Landonne”, Côte-Rôtie “La Turque”, Côte-Rôtie “La Mouline” e Ermitage “Ex-Voto”. Além destes, outros vinhos top da vinícola são: Condrieu “La Dorianne”, Condrieu “Luminescence”, Côte-Rôtie “Château d’Ampuis”, Ermitage “Ex-Voto” branco, Saint-Joseph “Liu dit Saint-Joseph”, Saint-Joseph “Vignes de l’Hospice” e Saint-Joseph “Liu dit Saint-Joseph” branco.

A visita à Guigal vale não só pela oportunidade de conhecer os detalhes da produção de alguns dos grandes vinhos da França, como também pela excelente degustação que é ofertada aos visitantes ao final. Na visita que fizemos em 2010 fomos brindados com quatro vinhos básicos, todos muito bons, da vinícola (Saint-Joseph branco, Condrieu Branco, Hermitage branco e Côte-Rôtie), dois vinhos tops - Saint-Joseph “Vignes de l’Hospice” 2007 (93 pontos do Robert Parker – RP – e Wine Spectator – WS); Côte-Rôtie “Château d’Ampuis” 2004 (90 pontos de RP e 92 pontos da WS) – e dois ícones do mundo dos vinhos: Côte-Rôtie “La Mouline” 2006 (94 pontos do Parker e 95 pontos da Spectator) e Côte-Rôtie “La Landonne” 2006 (97 pontos do Parker e da Wine Spectator). Nosso preferido entre estas maravilhas foi o “La Mouline” 2006, que estava um pouco mais pronto que o “La Landonne”.

Ao sul, outra região de grandes vinhos da parte norte do Rhône é a região de Hermitage, que também planta suas uvas em encostas íngremes, semelhante ao que encontramos na região de Côte-Rôtie.

Saindo de Ampuis, a próxima parada obrigatória é a visita à vinícola de M. Chapoutier, em Tain l’Hermitage. Chapoutier é outra vinícola ícone do Rhône que também produz vinhos de praticamente todas as regiões do norte e do sul. Os grandes vinhos desta vinícola são da região de Hermitage (que muitas vezes aparece grafada como Ermitage nos rótulos dos vinhos): Ermitage “Le Ermite” branco e tinto, Ermitage “Le Meal” branco e tinto, Ermitage “Cuvee de le Oree” blanc, Ermitage “Le Pavillon” e Hermitage “Vin de Paille” blanc. Há vários outros excelentes vinhos produzidos a partir de vinhedos específicos e de grande qualidade.

A visita à vinícola Chapoutier tem uma atração especial (além dos vinhos, obviamente): na sala de recepção da vinícola há um grande painel, incrustado no chão, contendo amostras do solo das mais diversas regiões e vinhedos do Rhône (norte e sul). Uma oportunidade única de comparar e diferenciar a formação do solo destas regiões (veja foto parcial ilustrando este texto). A visita termina, como de praxe, com uma degustação de alto nível. Na visita que fizemos em 2010 fomos brindados com nove vinhos, com destaques para: Condrieu Invitare 2009 (92 pontos do Parker), Hermitage Chante-Alouette 2007 (92 pontos da WS e 92-94 pontos do Parker), Ermitage Le Pavillon 2004 (92 pontos do Parker e 93 da Spectator) e Ermitage Le Meal 2009 (98-100 pontos do Parker), este último retirado das barricas de envelhecimento, pois ainda não estava engarrafado.

Relativamente próximo à Chapoutier, visitamos outra vinícola importante da região (embora não no mesmo nível de Guigal e Chapoutier), Paul Jaboulet, localizada em Chateauneuf-sur-Isere.

A Paul Jaboulet também produz vinhos praticamente de todas as regiões do Rhône. Os grandes vinhos da vinícola são os Hermitage La Chapelle tinto e branco.

Um atrativo especial da vinícola é o fato de suas salas de maturação em barrica se localizarem em uma enorme caverna natural, fazendo com que o passeio entre os barris de carvalho se torne um belo espetáculo.

Na visita que fizemos a Paul Jaboulet em 2010 degustamos oito vinhos de diversas regiões, com destaques para: Hermitage Le Chevalier de Sterimberg 2006 branco (91 pontos do Parker) e Crozes-Hermitage Domaine de Thalabert 2006 (87 pontos do Parker).

Não há grandes atrações turísticas, além do vinho e das vinícolas, neste pedacinho da França. Uma boa cidade para servir de base é Valence, onde vale a pena ir ao restaurante Le 7, pela boa relação custo/benefício.

Abraço a todos,

Brito.

domingo, 3 de julho de 2011

Torbreck Run Rig - 8o Vinho Mais Pontuado do Mundo

8º Vinho Mais Pontuado do Mundo

Torbreck Run Rig

A vinícola Torbreck pode ser considerada um bebê no mundo dos vinhos, pois foi fundada por David Powell em 1994. No entanto, em seus dezessete anos de vida esta vinícola produziu vinhos incríveis, vencedores de muitos prêmios e de altíssima pontuação na crítica mundial.

A vinícola está situada na região de Barossa Valley na Austrália e tem por inspiração os vinhos do norte do Rhône, na França.

A vinícola produz brancos e tintos, mas é nos tintos que está seu destaque.

O Torbreck Run Rig é um vinho muitas vezes comparado aos vinhos da região de Côte Rotie, no norte do Rhône, na França. Seus aromas incluem: framboesa, cassis, fumaça, alcatrão e grafite.

O Run Rig é um varietal de Shiraz, com pequena participação (2 a 5%) de Viognier em sua composição. As uvas provêm de diferentes vinhedos (cinco a seis, tipicamente) da vinícola.

A fermentação é feita em tóneis de carvalho e tanques de concreto. O vinho é maturado em barricas de carvalho francês, novas e velhas, por tipicamente 30 meses.

As últimas dez safras avaliadas pelo Robert Parker ficaram com média de 97.9 pontos, enquanto a média da Wine Spectator foi de 94.86 pontos (para as 7 safras avaliadas). Considerando uma penalidade de 0.5 ponto em função do número de safras avaliadas pela Wine Spectator, minha média final para o vinho foi de 96.15 pontos.

O vinho é importado para o Brasil pela Grand Cru e custa em torno de R$ 1.200,00 a garrafa.

Tive a oportunidade de tomar, junto com grandes amigos, uma garrafa da safra de 2004, que mereceu 99+ pontos do Robert Parker e 94 pontos da Wine Spectator. Vinho de grande personalidade, equilibrado, com aromas de frutas pretas, especiarias, terroso. Esta safra teve 96.5% de Shiraz e 3.5% de Viognier.

Outro vinho da vinícola que merece destaque é o Torbreck The Factor, que também apresenta altíssima qualidade mas custa quase a metade do preço do Run Rig. Tomei a safra 2005 deste vinho, junto com o Run Rig 2004, e ele não ficou muito atrás do seu irmão mais famoso.

Abraço a todos,

Brito.

sábado, 25 de junho de 2011

Chateau Doisy-Daene L'Extravagant - 9o vinho mais pontuado do mundo

Chateau Doisy-Daene L’Extravagant

9º Vinho Mais Pontuado do Mundo

O Chateau Doisy-Daene foi classificado como 2º Grand Cru Classe na famosa classificação de Bordeaux de 1855. A vinícola se situa na região de Sauternes e sua história remonta ao início do século XIX. A família Dubourdieu, atual proprietária, adquiriu o Chateau em 1924.

O solo é de calcário, coberto por uma fina camada de areia argilosa. As videiras ocupam uma área de 16.3 hectares

O L’Extravagant é o vinho top da vinícola, produzido apenas em safras consideradas excepcionais. Ele é um vinho branco doce produzido, como é comum nessa região, a partir de uvas atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea.

O teor de açúcar residual do vinho é um dos mais altos da região, algumas vezes ultrapassando 200 g/litro.

O vinho, tipicamente, é um blend de 60% de Sémillon e 40% de Sauvignon Blanc. A fermentação é feita em barricas novas de carvalho e o processo de maturação em barricas de carvalho dura 18 meses.

O importador para o Brasil é a Casa Flora e os preços variam entre R$ 1.700 e R$ 1.900 a meia garrafa (375 ml).

Para minha surpresa, a pontuação média deste vinho ultrapassou o mítico Chateau d’Yquem, considerado por muitos um dos melhores vinhos do mundo.

Na minha pontuação a média final do vinho foi de 96 pontos. Nos últimos quinze anos foram oito safras avaliadas pelo Parker, com média de 97.75 pontos, e duas safras avaliadas pela Wine Spectator, com média de 96.5 pontos, resultando em uma média final de 97.5 pontos. A minha pontuação final considerou uma penalidade de 1.5 pontos em função das poucas safras avaliadas pela Wine Spectator. Em um ranking sem considerar penalidades por número reduzido de safras avaliadas, o L’Extravagant apareceria em 4º lugar, como o 2º vinho mais bem avaliado da França.

Infelizmente ainda não tive oportunidade de experimentar esta jóia, mas ele passa a estar, certamente, em minha lista de prioridades no mundo dos vinhos.

Abraço a todos,

Brito.

terça-feira, 21 de junho de 2011

10o Vinho Mais Pontuado do Mundo - Chateau Ausone











10º Vinho Mais Pontuado do Mundo

Chateau Ausone

O Chateau Ausone é uma das duas vinícolas classificadas como Premier Grand Cru Classe A de Saint Emillion (a outra é a Cheval-Blanc), na região de Bordeaux, na França.

A história do Ausone remonta ao século XIII.

O Chateau possui 7 hectares de videiras em um solo com predominância de argila e calcário.

As uvas plantadas são Merlot e Cabernet Franc, com 55% de Cabernet Franc. A idade média das vinhas é de 50 anos e a produtividade é de 33 hl/ha.

O vinho é fermentado em tonéis de carvalho e o período de maturação é de 20 meses em barricas de carvalho francês 100% novas.

A produção anual do Chateau é de 18.000 garrafas.

O Chateau Ausone ficou em 10º lugar entre os vinhos mais pontuados do mundo, com uma média de 95.95 pontos, considerando as últimas dez safras avaliadas por Robert Parker e pela Wine Spectator.

A safra de 2005 mereceu 100 pontos de ambas publicações, enquanto a safra de 2003 recebeu 100 pontos do Parker e 96 pontos da Wine Spectator.

As safras menos pontuadas foram 2007 (94 pontos do Parker e 91 pontos da Spectator) e 2002 (95 pontos do Parker e 92 pontos da Spectator).

Tive a oportunidade de tomar uma garrafa, na companhia de grandes amigos, do Ausone da safra de 2001 (98 pontos do Parker e 95 pontos da Spectator). Belíssimo vinho, equilibrado, elegante, com aromas de amora, cassis, floral, alcaçuz, baunilha e ameixa.

Infelizmente, este é um vinho muito caro no Brasil, a safra de 2006 (98 pontos do Parker e 93 pontos da Wine Spectator) está a venda na Grand Cru por R$ 8.100 e na World Wine por R$ 7.800; a safra de 2004 (94 pontos do Parker e 95 pontos da Wine Spectator) está a venda por R$ 5.295 na World Wine.

Uma informação importante é que o Chateau Ausone é o vinho de Bordeaux que aparece com melhor colocação na lista dos 50 mais pontuados do mundo, vencendo com folga vinhos míticos, como Chateau Margaux, Lafite-Rothschild, Mouton-Rothschild, Pétrus, Latour, etc...

sábado, 28 de maio de 2011











RHÔNE SUL

A parte sul da região do Rhône é completamente diferente da parte norte, a começar pelas uvas utilizadas. Aqui os tintos são cortes de um grande número de uvas, com predominância da Grenache e participação das uvas Syrah, Mourvèdre, Cinsault e Carignan (dentre outras); os brancos são também cortes, com as uvas Grenache Blanc, Calirette, Bourboulenc, Roussanne e Viognier (dentre outras). No total, são doze uvas tintas e onze uvas brancas permitidas na região. Em algumas sub-regiões, como em Chateauneuf-du-Pape, o corte envolve uvas tintas e brancas, podendo chegar a treze uvas.

Além das uvas, há diferença no clima, com o sul apresentando clima mediterrâneo e mais ensolarado, e no solo, na parte sul o solo é de argila, calcário ou cascalho. Na região de Chateauneuf-du-Pape impressiona o solo coberto de pedras, dando a impressão de que nada pode ser produzido ali (veja foto que ilustra este texto).

Assim como na parte norte da região, os vinhos de maior destaque são tintos, mas há também alguns brancos excelentes na região de Chateauneuf-du-Pape.

As principais sub-regiões do Rhône Sul são: Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vacqueyras, Côtes du Rhône Villages, Côtes du Rhone e Rasteau.


Chateauneuf-du-Pape

Este é o grande vinho do sul do Rhône e um dos grandes da França e do mundo. Os vinhos aqui são densos, com aromas terrosos, de caça, de alcatrão e de couro.

O rendimento utilizado nesta região é muito baixo, 35 hectolitros/hectare, o que contribui para a qualidade dos vinhos.

O uso de barrica de carvalho para maturação de vinho, embora utilizado por alguns produtores, não é muito comum nesta região.

Há vários excelentes produtores nesta região, mas podemos destacar como excepcionais:

Chateau Beaucastel: este é o grande nome da região, com alguns vinhos pontuados com 100 pontos pelo Robert Parker. A média das últimas dez safras analisadas do seu principal vinho (Hommage a Jacques Perrin), considerando Robert Parker e Wine Spectator, é de 96.6 pontos, simplesmente fantástico. Ele é importado no Brasil pela World Wine. R$ 490 a 3.200.

Domaine du Pegau: 94.9 de pontuação média dos seus dois principais vinhos (Cuvee da Capo e Cuvee Reservee), considerando Robert Parker e Wine Spectator, nas últimas dez safras avaliadas. Importado pela Grand Cru. R$ 290

Domaine de la Janasse: 94.8 de pontuação média do seu melhor vinho (Cuvee Vieilles Vignes), considerando Robert Parker e Wine Spectator, nas últimas dez safras avaliadas. Importador não localizado.

Clos des Papes: Importado pela Premium Wines, foi eleito, em 2007, o melhor vinho do mundo pela Wine Spectator (safra de 2005). Sua pontuação média nas últimas dez safras avaliadas foi 93.8. R$ 405 a R$ 615.

Além destes, vale destacar os seguintes outros produtores:

  • Domaine de Marcoux: importado pela Cellar. R$ 170 a R$ 190
  • M. Chapoutier: importado pela Mistral. U$ 109 a U$ 188
  • Chateau Rayas: importado pela Mistral. U$ 240 a U$ 400
  • Domaine du Vieux Telegraphe: importado pela Expand. R$ 350 a R$ 380
  • Chateau de la Nerthe: importado pela Grand Cru. R$ 210 a 450
  • Clos du Monte Olivet: importador não localizado
  • Pierre Usseglio: importador não localizado

Gigondas

Após Chateauneuf, estes são os vinhos de maior destaque, em termos de qualidade, no sul do Rhône. Esta região produz vinhos robustos, com aromas de framboesa, couro e especiarias. Aqui a uva Grenache deve representar pelo menos 80% do vinho e as uvas Syrah e/ou Mourvédre devem participar com pelo menos 15%. Para o restante frequentemente se utiliza a uva Cinsault, mas pode-se utilizar qualquer das uvas tintas permitidas para o Rhône Sul, menos a Carignan.

O produtor de maior destaque da região é o Chateau de Saint Cosme (importador não localizado).

Outros produtores de grande destaque são:

  • Santa Duc: importador não localizado.
  • Domaine Saint Damien: importador não localizado
  • Domaine Brusset: importador não localizado

Não consegui localizar o importador dos produtores de destaque desta região. Há poucos vinhos desta denominação disponíveis no Brasil; a faixa de preço vai de U$ 49 (Paul Jaboulet Aine – Mistral) a R$ 159 (Domaines Perrin – World Wine)

Vacqueyras

A região de Vacqueyras produz vinhos um pouco mais rústicos do que Gigondas. Os aromas são de ervas, groselha e pimenta. Não há definição de percentual mínimo para as uvas, mas há predominância de Grenache e Syrah.

Os principais produtores da região são:

  • Domaine Le Sang des Cailloux: importador não localizado.
  • Tardieu-Laurent: importador não localizado.
  • Domaine de Couroulu: importador não localizado.

Há pouquíssimos vinhos desta denominação disponíveis no Brasil, com preços variando de U$ 54 (Domaine de Cristia – Vinci) a R$ 152 (Domaine Perrin – World Wine).

Côtes du Rhône e Côtes du Rhône Villages

A maior parte (mais de 75%) dos vinhos produzidos no sul do Rhône advém destas sub-regiões.

Essas denominações não produzem vinhos tão bons quanto os Chateauneuf, ou mesmo os primos mais simples Gigondas e Vacqueyras, mas produzem alguns vinhos com relação qualidade/preço muito boa. Ou seja, não espere degustar um Côtes du Rhône inesquecível, mas você pode tomar um belo vinho por um preço muito acessível! Mas cuidado, há também vinhos muito simples e ruins com estas denominações, particularmente Côtes du Rhône.

Aqui podem ser utilizadas quaisquer uvas permitidas no Rhône.

A diferença entre as duas denominações é que os Côtes du Rhône são vinhos mais genéricos e Côtes du Rhône Villages só podem ser produzidos em 96 aldeias especificadas. Logo, a produção de Côtes du Rhône é maior e, em geral, a qualidade é um pouco inferior ao seu primo Côtes du Rhône Villages.

Das 96 aldeias que produzem Côtes du Rhône Villages, 16 são consideradas superiores e podem colocar o nome na aldeia no nome do vinho, como: Cairanne, Roaix e Séguret (até há pouco tempo Rasteau era uma destas vilas, talvez a de maior destaque, mas os vinhos produzidos nessa vila hoje possuem uma AOC própria – veja abaixo).

Os produtores de maior destaque, nenhum deles com importador localizado no Brasil, são:

  • Perrin et Fils: Côtes du Rhône Villages e Cairanne.
  • Domaine les Aphillanthes: Côtes du Rhône Village e Cairanne.
  • Domaine de Mourchon: Côtes du Rhône Village Seguret
  • Domaine des Escaravailles: Côtes du Rhône Villages: Cairanne e Roaix
  • Domaine Boisson: Côtes du Rhône Villages Cairanne
  • Domaine de l’Oratoire: Côtes du Rhône Villages Cairanne
  • Domaine du Clos du Caillou: Côtes du Rhône e Côtes du Rhône Villages

A faixa de preços dos vinhos disponíveis no Brasil vai de U$ 32,90 (M. Chapoutier – Mistral) a U$ 83,90 (Domaine Clape – Mistral)

Rasteau

Rasteau era uma AOC especifica para os vinhos fortificados produzidos nesta região.

Os vinhos tintos secos faziam parte da AOC Côtes du Rhône Villages, fazendo parte das 16 aldeias que podiam ostentar o nome nos rótulos, dando origem aos vinhos Côtes du Rhône Villages Rasteau.

Recentemente, estes vinhos foram incorporados à denominação Rasteau e agora podem ser definidos apenas com base nesta AOC, embora o nome Côtes du Rhône Villages Rasteau ainda apareça em muitas publicações e rótulos.

Os principais produtores desta região são:

  • Domaine la Soumade: importado pela Zahil. R$ 82 a 98.
  • Perrin et Fils: importador não localizado
  • Domaine les Aphillanthes: importador não localizado
  • Domaine des Escaravailles: importador não localizado

A faixa de preços dos vinhos disponíveis vai de U$ 35 (M. Chapoutier – Mistral) a R$ 98 (Domaine la Soumade – Zahil).

Com isto chegamos ao fim da apresentação da parte sul da região do Rhône.

Escolha seus vinhos, compare as diversas sub-regiões, compare com os vinhos do norte do Rhône. Enfim, explore a região.

Abraço a todos,

Brito.

Top Ten Decanter World Wine Awards 2011 - Cabernet

TOP TEN – CABERNET SAUVIGNON

DECANTER WORLD WINE AWARDS 2011


Saiu a edição da revista inglesa Decanter, uma das principais do mundo dos vinhos, com os premiados Decanter World Wine Awards. Começo a divulgar os premiados pelos dez melhores com a uva Cabernet.

Podemos observar na lista um grande número de vinhos argentinos (cinco), o que não deixa de ser uma surpresa, já que os chilenos desta uva costumam ter mais destaque na América do Sul. Aparecem também dois chilenos, dois da África do Sul e um Italiano.

Interessante aproveitar para fazer uma comparação da política de preço das importadoras. Temos três vinhos na lista que custam cerca de 12 libras na Inglaterra, um importado pela Mistral, outro pela Grand Cru e outro pela World Wine. A Mistral vende a R$ 50, a Grand Cru vende a R$ 70 e a World Wine vende a R$ 69. A diferença de preço, se comparado com o preço no mercado inglês foi:

  • World Wine: de £11.52 para R$ 69 – Fator multiplicativo de 6
  • Grand Cru: de £12.34 para R$ 70 – Fator multiplicativo de 5,67
  • Mistral: de £11.99 para R$ 50 – Fator multiplicativo de 4,17

Logo, por esta comparação, concluímos que, ao menos para esta amostra, os vinhos da Grand Cru são 36% mais caros e os da World Wine são 44% mais caros, ambos comparados aos vinhos da Mistral.

Infelizmente não foi possível encontrar o importador de todos os vinhos.

TOP TENS:

1. Château Los Boldos, Vieilles Vignes Cabernet Sauvignon, Cachapoal Valley 2010 £11.52 – Chile – Safras 2007 e 2008 disponíveis na World Wine – R$ 69.

2. Cimarosa, Cabernet Sauvignon, Central Valley 2010, £3.69 – Chile – Importador não localizado

3. Santa Julia, Reserva Cabernet Sauvignon, Mendoza 2010, £8.99 – Argentina – Safra 2007 disponível em www.viavini.com.br por R$ 43.

4. Santa Ana, La Mascota Cabernet Sauvingon, Cruz de Piedra, Mendoza 2009, £9.99 – Argentina – Importador não localizado.

5. Longridge, Cabernet Sauvignon, Stellenbosch 2008, £11.52 – África do Sul – Importador não localizado.

6. Catena Zapata, Cabernet Sauvignon, Agrelo, Mendoza 2009, £11.99 – Argentina – Importado pela Mistral – Safra 2008 disponível por R$ 50.

7. Viña Cobos, Felino Cabernet Sauvignon, Luján de Cuyo, Mendoza 2009, £12.34 – Argentina - 86 pontos da Wine Spectator – Importado pela Grand Cru – Safra 2008 disponível por R$ 70.

8. Rickety Bridge, Paulina's Reserve Cabernet Sauvignon, Franschhoek Valley, Paarl 2008, £14.99 – África do Sul – Importador não localizado.

9. Viña Cobos, Bramare Cabernet Sauvignon, Luján de Cuyo, Mendoza 2009, £24.32 – Argentina – Importado pela Grand Cru – Safras 2005 e 2006 disponíveis por R$ 160.

10. Tenute di Nozzole, Il Pareto, Toscana, Tuscany 2007 £65 – Itália – Importador não localizado.

Abraço a todos,