domingo, 19 de fevereiro de 2012

3o Vinho mais pontuado do mundo

3º Vinho Mais Pontuado do Mundo

Clarendon Hills Astralis – Austrália

A Clarendon é uma pequena vinícola familiar localizada no sul da Austrália, próxima à cidade de Adelaide, fundada por um bioquímico no ano de 1990.

O solo das vinhas é composto de xisto, calcário, arenito e quartzo, tendo boa drenagem.

As videiras estão a cerca de 15 km do Oceano Atlântico, o que garante uma brisa fria no fim da tarde que, juntamente com a altitude das videiras (que chegam a 310 m), atrasam o processo de maturação das uvas, fazendo com que a colheita ocorra entre 7 e 24 dias mais tarde do que as videiras localizadas nas regiões mais planas do McLaren Valley.

O Astralis é o grande vinho da vinícola Clarendon Hills. Ele é um varietal de Shiraz que apresenta grande complexidade, com aromas florais, minerais, de café, tabaco, chocolate.

O vinho é fermentado com leveduras naturais e amadurece 18 meses em barricas de carvalho francês 100% novas.

As dez últimas safras avaliadas obtiveram uma média de 97.8 pontos do Robert Parker e 95.4 pontos da Wine Spectator, com uma média final de 96.6 pontos, o que o coloca na 3ª posição do ranking.

Ainda não tive oportunidade de provar esta jóia. Pretendia visitar a vinícola em janeiro, quando estive na região, mas infelizmente não consegui agendar. Depois de vários e-mails, o proprietário marcou a visita (com um dia de antecedência) em um horário que eu já havia marcado outra visita. Em que pese a importância destes vinhos, como é de meu costume (certo?????), optei por manter o compromisso anterior já agendado.

Mas ainda pretendo encontrar esta jóia em meu caminho em algum momento....

Abraço a todos,

Brito.

sábado, 12 de novembro de 2011

Degustação 13 - Douro

Degustação 13 - Vinhos do Douro

Inspirado na viagem às vinícolas do Douro, organizamos em novembro/2011 uma degustação com foco nos vinhos desta região.

Como sempre, selecionamos seis vinhos com boa relação custo/benefício para tentar explorar as especificidades e diversidades da região.

Os vinhos escolhidos foram:

  • Pintas Character 2007: Fermentado em lagares de granito com pisa a pé. 18 meses em barrica de carvalho francês, 50% novas. Aromas de frutas negras, chocolate e floral. 90 pontos do Parker. Importado pela Vinci – R$ 128

  • Post-Scriptum 2008: Fermentado em aço. 10 meses em barrica de carvalho francês de segundo uso. Uvas: Touriga Franca (50%), Touriga Nacional (22%), Tinta Roriz (17%), Tinta Barroca (11%). Aromas de ameixa, especiarias, cereja, tabaco e cedro. 90 pontos do Parker e da Wine Spectator. Importado pela Mistral – R$ 102
  • Niepport Vertente 2008: 80% de fermentação em lagar com pisa automática e 20% em cuba, ambo inox. 12 meses em barrica de carvalho francês. Aromas de ameixa, framboesa, cereja e minerais. 90 pontos do Parker e 89 pontos da Wine Spectator. Importado pela Mistral – R$ 99
  • Meandro do Vale Meão 2009: Fermentado em aço inox. Maturado nas barricas utilizadas para o Quinta do Vale Meão. Safras 2007 e 2008 com pontuações entre 90 e 92. Importado pela Mistral – R$ 104
  • Niepport Redoma 2008: 50% da fermentação em lagares tradicionais. 20 meses em barricas de carvalho francês. Vinhas com 60 a 120 anos. Aromas de ameixa, cereja, café, chocolate, minerais e pimenta. 93 pontos do Parker e 90 da Wine Spectator. Importado pela Mistral – R$ 164
  • Carm Reserva 2007: Uvas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Aromas de frutos vermelhos, fumo, framboesa, figo e especiarias. Maturação parte em inox e parte em barricas americanas e francesas. 94 pontos da Wine Spectator (9º melhor vinho do mundo em 2010 pela Wine Spectator). Importado pela World Wine – R$ 148

Ao final, as quinze pessoas presentes votaram nos dois melhores vinhos da noite (totalizando trinta votos). Os dois campeões foram:

  • Carm Reserva 2007, com 10 votos.
  • Meandro do Vale Meão 2009, com 10 votos.

Vinhos com preços acessíveis e de excelente qualidade!

Boa degustação a todos,

Brito.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Douro - Portugal

Douro – Portugal

A região do Douro é a mais importante região vinícola de Portugal e uma das mais belas regiões vinícolas do mundo. Esta região produz os famosos vinhos do Porto, que é o grande ícone da indústria vinícola portuguesa.

Para falar de vinho do Porto é necessário incluir a bela cidade do Porto, de onde o vinho é embarcado para exportação, e a simpática Vila Nova de Gaia, colada à cidade do Porto, na qual a grande maioria dos vinhos do Porto é amadurecido. O Porto e Vila Nova de Gaia não fazem parte da região do Douro, que começa cerca de 100 km para o interior.

Os vinhos do Porto são vinhos fortificados, ou seja, vinhos aos quais se acrescentam aguardente vínica para interromper o processo de fermentação. Estes vinhos possuem várias classificações, em função da qualidade, do tempo de amadurecimento/envelhecimento e do tipo de recipiente utilizado no amadurecimento/envelhecimento. Os vinhos mais famosos são: Ruby, Tawny, LBV (Lattle Bottled Vintage), Vintage Single Quinta e os famosos Vintage, que só podem ser produzidos em anos especiais e em vinícolas com videiras classificadas como especiais (voltaremos a falar sobre os vinhos do Porto em outro texto dedicado a este assunto).

A região de produção de vinhos do Porto foi a primeira região produtora de vinho a ser classificada e demarcada no mundo, em 1756.

Mas o Douro vai além dos vinhos do Porto! Seus vinhos tintos secos estão, nos últimos anos, ganhando cada vez mais reconhecimento por parte da crítica e dos consumidores. Há também bons vinhos brancos, mas vamos nos concentrar naquilo que realmente vale a pena, ou seja, os tintos!

A região do Douro é dividida em três partes: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. Toda a região é composta por incríveis montanhas de xisto, mas há significativas diferenças entre elas, principalmente em termos de pluviosidade (com menores taxas à medida que nos afastamos da cidade do Porto) e de temperatura média.

A tendência é que as regiões de Cima Corgo e Douro Superior produzam os melhores vinhos, mas há exceções.

No Douro ainda se utiliza o método tradicional de fermentação em lagar (uma espécie de tanque retangular de baixa profundidade) com pisa da uva. Algumas vinícolas utilizam robôs de pisa que objetivam reproduzir a pressão do pé humano sobre a uva. Embora exista uma tendência de utilização de robôs e mesmo de abandonar o lagar, muitas vinícolas (mesmo aquelas que têm o lagar robotizado) utilizam a pisa humana para os seus melhores vinhos.

Portugal tem uma quantidade imensa de uvas autóctones (entre 230 e 300, dependendo da fonte), com cerca de 80 variedades apenas na região do Douro. As principais uvas dos vinhos do Douro são:

  • Tinta Roriz: equivalente da Tempranillo espanhola. Produz um vinho com média acidez e pouco tânico. Os aromas esperados são: framboesa, especiarias, herbáceos, florais e de frutas vermelhas.
  • Touriga Nacional: considerada a melhor uva de Portugal, é a principal uva do vinho do Porto e de importantes vinhos do Douro e do Dão. Resulta em vinhos de cor intensa, tânicos e de boa complexidade, com toques florais e de ervas.
  • Touriga Franca: é a uva mais plantada do Douro, embora não seja a mais importante. Possui aromas de amora e cereja, com toques de ervas e floral.
  • Tinta Barroca: produz vinhos com elevado grau alcoólico e bem compostos de cor, com certa rusticidade. Os aromas são terrosos e florais. Normalmente é utilizada apenas em cortes, não sendo utilizada para produzir vinhos varietais.
  • Tinto Cão: é uma uva de maturação tardia que resulta em vinhos encorpados, com teor alcoólico e acidez elevados. Os aromas são frutados e florais.

Os produtores/vinhos, não fortificados, de maior destaque do Douro são:

  • Quinta do Vale Meão, com o vinho Quinta do Vale Meão – Importado pela Mistral -
  • Quinta do Crasto, com os vinhos Maria Teresa, Vinha da Ponte, Touriga Nacional e Vinhas Velhas.
  • Quinta do Vallado, com os vinhos Reserva e Touriga Nacional.
  • Lemos Van Zeller Curriculum Vitae (Quinta Dona Maria).
  • Niepoort, com os vinhos Batuta e Charme.

Alguns vinhos com boa relação qualidade/preço disponíveis no Brasil, organizados em ordem crescente de preços, são:

  • Quinta do Vale Meão – Meandro do Vale Meão 2008 – Mistral – U$ 56 – 92 pontos.
  • Redoma Vertente 2008 – Mistral – U$ 59 – 90 pontos.
  • Post-Scriptum 2007/08 – Mistral – U$ 60 – 90 pontos.
  • Carm Tinto Reserva 2007 – World Wine – R$ 148 – 94 pontos.
  • Redoma Redoma 2006 – Mistral – U$ 90 – 92 pontos.
  • Redoma Redoma 2007 – Mistral – U$ 90 – 94 pontos.
  • Poeira Poeira 2007 – Mistral – U$ 130 – 94 pontos
  • Chryseia 2007 – Mistral – U$ 160 – 93 pontos.
  • Quinta do Vale Meão 2008 – Mistral – U$ 185 – 95 pontos.
  • Quinta do Vesúvio 2007 – Mistral – U$ 190 – 94 pontos.
  • Quinta do Crasto Vinhas da Ponte 2007 – Qualimpor – R$ 467 – 96 pontos.

Escolha o seu prato português predileto e boa degustação.

Abraço a todos,

Brito.

sábado, 22 de outubro de 2011

4o Vinho mais Pontuado do Mundo

4º Vinho mais Pontuado do Mundo

Greenock Creek Shiraz Roennfeldt Road

Austrália

A Austrália é famosa pelos vinhos da uva Shiraz, que muitos consideram com qualidade equivalente aos famosos vinhos do norte do Rhone na França.

Este shiraz teve uma média de 98 pontos nas últimas dez safras avaliadas pelo Robert Parker, tendo obtido uma nota final igual a 96.5, por ter sido penalizado, segundo o meu critério, com 1.5 pontos pelo fato de não ter nenhuma safra avaliada pela Wine Spectator.

O vinho é produzido na região de Barossa e esta é a única informação relevante disponível sobre o vinho. Ele é produzido por uma vinícola “boutique” de pequena produção, sem página na Internet (ao menos que eu tenha conseguido encontrar).

Ou seja, um vinho superpontuado, com preço na faixa de U$ 400 (no exterior), que deve ser muito difícil de encontrar.

Colocarei como missão, na minha próxima viagem para este longínquo país, encontrar esta preciosidade.

Se você encontrar antes, não esqueça de comprar uma garrafa para mim e mandar a conta.

Abraço a todos,

Brito.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Piemonte

Piemonte

Localizado no noroeste da Itália, o Piemonte é (rivalizando com a Toscana) a região vinícola mais importante da Itália e uma das mais importantes do mundo.

Os melhores vinhedos do Piemonte estão em torno da cidade de Alba, onde o solo é de argila, calcário e areia. Como mostra a figura que ilustra este texto, há várias regiões DOC e DOCG, mas as duas de maior destaque são, indiscutivelmente, Barolo e Barbaresco. Estes vinhos são feitos com a uva Nebbiolo, a mais importante da região.

Outras uvas tintas importantes são a Barbera, muito plantada nas províncias de Alba e Asti, e a Dolcetto.

Entre as uvas brancas, o destaque vai para a uva Moscato, utilizada principalmente para produzir espumantes e frizantes (principalmente em Asti). Outras uvas brancas são a Cortese, Gavi, Arneis e Favorita.

Há também experiências com Pinot Noir, Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, sendo que esta última se desenvolveu muito bem na região, produzindo vinhos interessantes.

As videiras são plantadas em altitudes que variam de 150 a 400 metros, com as encostas voltadas para o sul normalmente dedicadas à Nebbiolo.

A Nebbiolo é uma uva poderosa, com muita estrutura e taninos, que resulta em vinhos de excelente complexidade, com aromas florais, frutados, de trufas e alcatrão. A uva possui também acidez elevada. Ou seja, a Nebbiolo é “muito tudo”. Os vinhos mais conhecidos feitos com esta uva são: Barolo, Barbaresco, Gattinara, Nebbiolo d’Alba e alguns vinhos com denominação Langhe.

A Barbera é a uva mais plantada no Piemonte, produzindo um vinho, em geral, mais rústico. A uva possui acidez muito elevada e, nos melhores produtores, resulta em vinhos com bom corpo, mas com taninos não tão marcantes quanto os da uva Nebbiolo. Os vinhos mais conhecidos feitos com a uva Barbera são: Barbera d’Alba e Barbera d’Asti. Os aromas esperados aqui são frutas pretas, alcaçuz, chocolate, figo e cereja.

Por fim, a Dolcetto produz um vinho, em geral, simples e frutado, com menos acidez e taninos que Barbera e Nebbiolo. Os aromas esperados são: alcaçuz, amêndoas, frutados, com toques de chocolate e condimentos.

Os vinhos feitos de Barbera e Dolcetto eram, em geral, vinhos para o dia a dia, sem muita sofisticação, mas hoje há alguns produtores conseguindo resultados muito bons e preços quase tão elevados quanto os Barolos e Barbarescos.

Os vinhos Barolo e Barbaresco são vinhos de grande estrutura, podendo ser guardados por períodos de 10 a 20 anos. Por lei, ambos precisam amadurecer antes de ser comercializados, com parte do tempo em madeira. O Barolo amadurece por mais tempo e fica, em geral, mais tempo na madeira, pois é um vinho mais robusto que o Barbaresco.

Para escolher os principais produtores do Piemonte, ao invés de recorrer às pontuações médias de seus vinhos, como normalmente faço, decidi utilizar os dados do principal guia de vinhos da Itália: o Gambero Rosso, que classifica os vinhos a cada ano e os produtores pelo resultado médio obtido ao longo dos anos (em número de Tre Bicchieri obtidos). Os grandes destaques do Piemonte são:

1) Gaja: este é o produtor mais premiado do Piemonte e da Itália, único com 4 estrelas, pontuação máxima do Gambero Rosso, na Itália. A vinícola está na pequena vila de Barbaresco e possui cerca de 90 hectares de vinhas, produzindo em torno de 300.000 garrafas por ano. Além dos Barbarescos, seus vinhos Langhes são premiadíssimos. Quem importa para o Brasil é a Mistral e a faixa de preço vai de U$ 123 a U$ 1.000.

2) La Spinetta: localizada em Castagnole delle Lanze, a La Spinetta possui 3 estrelas do Gambero Rosso. Sua área plantada é em torno de 100 hectares e a produção anual em torno de 450.000 garrafas. Os vinhos são importados para o Brasil pela Vinci e são compostos de Barolos, Barbarescos, Barberas, Moscatos, Monferratos e um Sauvignon Blanc. A faixa de preço é U$ 74 a U$ 380.

3) Elio Altare: com 2 estrelas do Gambero Rosso, esta é a terceira vinícola mais premiada do Piemonte. Situada em La Morra, seus vinhos (Barolo, Langue, Barbera e Dolcetto) são importados para o Brasil pela Vinci. A faixa de preço é de U$ 50 a U$ 320.

Além dos três acima, também têm grande destaque os seguintes produtores (todos com uma estrela do Gambero Rosso).

1) Clerico – Importado pela Vinci – U$ 45 a U$ 255

2) Giacomo Conterno – Importado pela Expand – R$ 750

3) Paolo Scavino – Importado pela Vinci – U$ 64 a U$ 300

4) Roberto Voerzio – Importado pela World Wine – R$ 90 a R$ 1.500

5) Aldo Conterno – Importado pela Cellar – R$ 75 a R$ 715

6) Ceretto Bricco Rocche Bricco Asili – R$ 95 a R$ 880

7) Rocche dei Manzoni – Disponível em www.wine.com.br – R$ 155

8) Sandrone – Importado pela Mistral – U$ 46 a U$ 292

9) Elio Grassio – Disponível em www.wine.com.br – R$ 415 a R$ 575

10) Bruno Rocca – Importado pela World Wine – R$ 99 a R$ 498

11) Vietti – Importado pela Mistral – U$ 45 a U$ 600

Finalmente, algumas vinícolas de destaque (1 estrela), para as quais não consegui encontrar o importador no Brasil, são: La Barbatella, Corregia, Conterno Fantino e Ca’Viola.

Vamos agora ao mais importante, as dicas de vinhos do Piemonte com boa relação custo/benefício disponíveis no Brasil (em ordem crescente de preço):

1) Marziano Abbona Barbera d'Alba Rinaldi 08 (Mistral) – 90 pts – U$ 50

2) Marziano Abbona Dogliani Superiore Papà Celso 06 ou 08 (Mistral) – 90 pts – U$ 53

3) Aldo e Ricardo Seghesio Langhe Nebbiolo 06 (Vinci) – 90 pts – U$ 54

4) Vietti Langhe Nebbiolo Perbacco 06 ou 07 (Mistral) – 90 pts – U$ 56.

5) Marziano Abbona Nebbiolo d'Alba Bricco Barone 07 (Mistral) – 90 pts – U$ 60

6) La Spinetta Langhe Nebbiolo 2007 (Vinci) – 91 pts – U$ 78

7) Domenico Clerico Barbera D'Alba Trevigne 05 (Vinci) – 91 pts – U$ 80

8) Vietti Barbera d'Alba Scarrone 07 (Mistral) – 93 pts – U$ 100

9) Paitin Barbaresco Sori Paitin 06 (Mistral) – 91 pts – U$ 107

10) Vietti Barbera d'Asti La Crena 06 (Mistral) – 93 pts – U$ 113

11) Antoniolo Gattinara San Francesco 04 (Mistral) – 92 pts – U$ 130

12) Vietti Barbera d'Alba Scarrone Vigna Vecchia 05/06 ou 07 (Mistral) – 93/94 pts – U$ 130/140

13) La Spinetta Barbera D'Alba Gallina 2007 (Vinci) – 92 pts – U$ 137

14) Vietti Barolo Castiglione 05 ou 06 (Mistral) – 92 pts – U$ 145

15) Bruno Rocca Barbaresco 05 (World Wine) – 94 pts – R$ 271

16) Aldo e Ricardo Seghesio Barolo La Villa 05 (Vinci) – 92 pts – U$ 149

17) Moccagatta Barbaresco Bric Balin 04 (Vinci) – 93 pts - U$ 165

18) Bruno Rocca Barbaresco Rabaja 2005 (World Wine) – 95 pts – R$ 450

19) Bruno Rocca Barbaresco Rabaja 2004 (World Wine) – 97 pts – R$ 498

20) Domenico Clerico Barolo Pajana 04 (Vinci) – 95 pts – U$ 255

21) Luciano Sandrone Barolo Le Vigne 06 (Mistral) – 96 pts – U$ 269

22) Luciano Sandrone Barolo Cannubi Boschis 05/06 (Mistral) – 95/97 pts – U$ 285

23) Elio Altare Barolo Arborina 04 (Vinci) – 95 pts – U$ 300

24) Vietti Barolo Rocche 06 (Mistral) – 97 pts – U$ 339

25) Bruno Giacosa Barbaresco Rabajá 04 (Mistral) – 97 pts – U$ 350

26) Roberto Voerzio Barolo La Serra 2000 (World Wine) – 98 pts – R$ 1.500

Boas degustações a todos.

Abraços,

Brito.

sábado, 17 de setembro de 2011

5o Vinho mais Pontuado do Mundo

5o Vinho mais Pontuado do Mundo

Abreu - Cabernet Sauvignon Thorevilos

A Abreu é uma pequena vinícola localizada no Napa Valley (Califórnia, Estados Unidos) e David Abreu é considerado um gênio dos vinhos, mas só comercializou seu primeiro vinho em 1987!

O vinho mais pontuado da Abreu, o Thorevilos, é proveniente de videiras plantadas nas colinas lestes de Santa Helena, no Napa Valley, com as uvas Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot plantadas mais na base das colinas e a Cabernet Sauvignon na parte mais íngreme.

O vinho é um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot (ou seja, um corte típico da região de Bordeaux, na França). O vinho passa por dois anos de maturação em carvalho, com barricas 100% novas de carvalho francês, e mais dois anos e meio de envelhecimento em garrafa antes de ser comercializado.

A média da avaliação do Parker para as últimas safras foi 98 (98 de média!!!). Como ele não foi avaliado pela Wine Spectator, no meu critério, sofreu uma penalização de 1.5 pontos e obteve uma nota final de 96.5 pontos. Sem o critério de penalização que eu adotei ele teria obtido a posição de 2º melhor vinho do mundo!!!

Infelizmente, este é um vinho muito difícil de ser encontrado. Entrei em contato com a vinícola quando visitei o Napa Valley e me informaram que para conseguir comprar é preciso se cadastrar em uma lista de espera, pois a produção já está sempre antecipadamente vendida!

Logo, se você conseguir esbarrar em um vinho deste, não hesite em comprar (compra um para mim também!!!).

Eu ainda não consegui encontrá-lo.

Abraço a todos,

Brito.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

6o Vinho Mais Pontuado do Mundo - E. Guigal Côte-Rôtie La Landonne

E. Guigal Côte-Rôtie La Landonne

6º Vinho Mais Pontuado do Mundo

A vinícola E. Guigal, que já apareceu na descrição do 7º vinho mais pontuado do mundo (Côte-Rotie La Turque), aparece novamente com o 6º vinho mais pontuado do mundo, um feito incrível entre as grandes vinícolas do planeta.

Como já dissemos antes, embora produza vinhos de quase todas as regiões do Rhône, é em Côte-Rôtie que seus vinhos encontram o máximo de qualidade e prestígio.

O La Landonne é o vinho mais pontuado da vinícola, produzido com 100% de uvas Syrah.

A fermentação é feita em aço inox e o período de maturação em carvalho é longo, em torno de 42 meses em barricas novas de carvalho francês.

As videiras têm idade média de 25 anos e a produtividade se limita a 35-38 hl/hectare.

O potencial de envelhecimento do vinho passa fácil de 30 anos. Logo, não compre um La Landonne de safra nova para tomar imediatamente, pois o vinho irá evoluir bastante com o tempo.

As últimas dez safras avaliadas do La Landonne mereceram uma nota média de 96.2 pontos do Robert Parker e 96.5 pontos da Wine Spectator, resultando em uma média geral de 96.35 pontos: excepcional!

Os vinhos do Guigal são importados para o Brasil pela Expand, mas não consegui obter o preço praticado no Brasil para este vinho em particular. Uma estimativa razoável, baseado no preço praticado na França e na margem usualmente praticada pelas importadoras, é de algo em torno de R$ 1.500/garrafa no Brasil.

Em 2010, quando visitei a vinícola, tive a oportunidade de degustar a safra 2006 deste vinho. Maravilhado pela qualidade que encontrei, não resisti e comprei uma garrafa para a minha adega, com previsão para ser tomado em 2023.

Resumindo, lembre-se deste nome: E. Guigal é a vinícola da região de Côte-Rôtie.

Grande abraço a todos,

Brito.